Secretaria de Saúde acata determinação do MP e suspende Oncologia da Beneficência Portuguesa

Após determinação do Ministério Público Estadual, a Secretaria de Saúde de Saúde de Campos acatou a decisão e suspendeu imediatamente o funcioname

Após determinação do Ministério Público Estadual, a Secretaria de Saúde de Saúde de Campos acatou a decisão e suspendeu imediatamente o funcionamento, as internações, atendimentos ambulatoriais e exames no Setor de Oncologia da Sociedade Portuguesa de Beneficência de Campos. A medida foi publicada por meio de portaria na edição desta quinta-feira (6) do Diário Oficial do Município.

A secretária de Saúde, Fabiana Catalani determinou ainda “que a regulação municipal proceda a remoção e o redirecionamento imediato de todos os pacientes, porventura lá internados ou em tratamento que possam, de acordo com seus quadros clínicos, serem removidos para outras instituições”. Fabiana Catalani também deu um prazo de 15 dias para que a direção da Beneficência apresente esclarecimentos.

Nesta quinta-feira (06), o diretor do Núcleo de Auditoria e Controle e Avaliação, Hélio da Cruz, foi ao Rio de Janeiro para se reunir com representantes da Central de Regulação do Estado, a fim de viabilizar leitos para que os pacientes sejam transferidos, uma vez que a competência da regulação de leitos de Oncologia é do Estado.

Além da suspensão e transferência, a secretária de Saúde nomeou os médicos Marcelo D Ávila, Israel Nunes Alecrin e Carlos Henrique da Silva Paes para compor uma equipe que fará avaliação dos prontuários de pacientes falecidos no setor de Oncologia da Beneficência nos últimos seis meses, principalmente as crianças e adolescentes. Um relatório deverá ser apresentado no prazo de 20 dias.

Denúncia – A determinação do MP se deve a uma denúncia de um grupo de mães de pacientes que identificou supostas irregularidades, como condições sanitárias inadequadas, constantes infecções por pneumonia, excesso de quimioterapia, ausência de pediatras, entre outros. Após a denúncia, no último dia 30, o MP informou que o Grupo de Apoio Técnico em Saúde do Ministério Público (Gate) faria uma vistoria no hospital. Na ocasião, o órgão oficiou a Secretaria Municipal de Saúde, a Secretaria Estadual de Saúde e o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) para analisar quais providências poderiam ser tomadas.

Mortes – Entre setembro de 2016 e março de 2017, oito pacientes morreram: Sawanna de Araújo, 6 anos, Lucas Manhães, de 12 anos, Aline Dantas, 20, Mariah Freitas, 15, Daniel, Wanessa, Ketelin e Maria José. Segundo o grupo de mães, apenas três crianças permanecem internadas: Tales André, 4 anos, Alisson Freitas, de 2 e Ana Clara, de 10.

 

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