Cesar Maia comenta sobre a primeira pesquisa para o governo do Rio

Por Ralfe Reis O ex-prefeito e atualmente vereador do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM), comenta sobre a primeira pesquisa para a corrida ao gover

Por Ralfe Reis

O ex-prefeito e atualmente vereador do Rio de Janeiro, Cesar Maia (DEM), comenta sobre a primeira pesquisa para a corrida ao governo estadual. Diferente de suas profundas análises sobre pesquisas eleitorais, como foi no caso da disputa pela Presidência da República (aqui), Maia preferiu não aprofundar sobre a disputa estadual e se esquivou sobre sua relação com o ex-prefeito Eduardo Paes. Apesar de aparecer bem posicionado na pesquisa para o senado, Cesar Maia confirmou que não vai disputar as eleições deste ano.

DP-A pesquisa do Instituto Paraná divulgada na última semana aponta V.Sa. como segundo colocado na disputa para o Senado Federal. Cesar Maia é pré-candidato ou descarta a possibilidade de disputar a eleição? Caso descarte, qual o motivo?

CM – Em 2018 não serei candidato a nada pois ainda estou me recuperando dos problemas na lombar.

DP – Nas eleições de 2014 para o governo estadual o índice de votos brancos, nulos e abstenções superaram os votos do candidato eleito, o atual governador Luiz Fernando Pezão. Esse número tende a crescer mais?

CM – Certamente tende a crescer.

DP – Qual o principal motivo?

CM – A rejeição aos políticos é a principal razão.

DP – Tem alguma estimativa de quanto esse percentual pode chegar?

CM – Somando abstenção a votos nulos e brancos, estaremos falando de 40% ou até um pouco mais.

DP – A pesquisa Paraná aponta o senador Romário (PODE) na liderança com 26,9%. Em outras eleições Romário desistiu da disputa aos 45 minutos do segundo tempo. V. Sa. acredita que dessa vez ele vai até o fim?

CM – Só ele ou sua equipe podem responder.

DP –  V. Sa. ficou um bom tempo afastado do ex-prefeito Eduardo Paes (DEM). Hoje, o Eduardo está no seu partido e é pré-candidato ao governo estadual. Como está essa relação?

CM – O partido me deu prazo para eu decidir sobre a candidatura. Decidi não ser candidato a nada esse ano e devolvi ao partido a decisão sobre a candidatura a governador.

DP – O Eduardo Paes aparece em segundo lugar na disputa para o governo estadual, segundo a pesquisa Paraná. Muito provavelmente os adversários vão tentar explorar a ligação entre ele e o ex-governador Sérgio Cabral e o atual governador Pezão. Inclusive, o próprio Pezão já teria anunciado apoio a Paes. Isso pode contaminar uma possível candidatura de Paes?

CM –  Caberá a ele mostrar que ter estado no mesmo partido não implica em mesmo comportamento. No PMDB estiveram juntos também ex-governadores campistas.

DP – Na pesquisa, um dado importante, talvez até mais importante do que a colocação de quem está na frente, é o índice de rejeição. O índice de rejeição aponta que os candidatos mais conhecidos são mais rejeitados. O Paraná coloca Garotinho – 72,9% de rejeição, Eduardo Paes – 65,3%, Tarcisio Mota – 58,1%, Índio da Costa – 56,3% e Romário – 43,7%. É possível reduzir esse índice até a eleição?

CM – A rejeição geral aos políticos explica isso. A campanha vai corrigir o que é geral do que é pessoal.

DP – O índio da Costa é o provável candidato apoiado pelo prefeito do Rio Marcelo Crivella (PRB). O prefeito também enfrenta uma alta rejeição por conta da administração municipal. Isso pode contaminar a candidatura de Índio ou não se deve subestimar a máquina municipal?

CM – São perfis muito diferentes. Não creio nem que prejudique nem que ajude. Caberá ao próprio candidato.

DP – O ex-governador Garotinho aparece em terceiro lugar na disputa. Mas lidera o índice de rejeição. Em 2014, a candidatura de Crivella foi, talvez, o principal problema para o ex-governador por dividir os eleitores evangélicos e da camada popular. Mesmo que Índio receba o apoio de Crivella o ex-governador pode ter mais entrada nesse eleitorado com o prefeito fora da disputa?

CM – Não creio que perfis muito diferentes troquem votos entre si.

Economia

DP – O governo estadual sofre com a má administração dos últimos anos. V.Sa. é um economista e tem experiência em administração pública. Qual o primeiro ato que o próximo governador deve tomar para começar a ‘arrumar a casa’?

CM – Que tenha desde o primeiro dia três prioridades: controle, controle e controle.

DP – O petróleo continua sendo a principal fonte de riqueza de boa parte dos municípios do estado do Rio. Nos últimos meses o barril voltou a valorizar e com o dólar em alta vai aumentar a arrecadação através dos repasses dos royalties. Os prefeitos já podem comemorar ou é preciso ter cautela?

CM – Sim desde que seja aplicando os recursos dos royalties em investimentos.

DP – No governo do Estado o aumento dos repasses vai impactar positivamente nas contas ou não vai influenciar tanto por conta dos diversos empréstimos contraídos com garantia dos royalties?

CM – De qualquer forma vai impactar positivamente desde que a gestão seja competente.

DP – V.Sa. foi três vezes prefeito do Rio e atualmente é vereador. Na sua opinião o próximo governador vai precisar de experiência administrativa para tomar as decisões ou alguém sem experiência pode tocar a máquina estadual?

CM – O gestor é uma equipe. Esta precisa ter experiência administrativa.

Share This:

COMMENTS

WORDPRESS: 0