Secretário de Rafael Diniz tenta justificar contratação de empresa que teve sócios presos por fraudar recuperação fiscal no ES

Após a denúncia feita aqui no blog sobre a contratação milionária de uma empresa do Espírito Santo, cujos sócios foram presos com vários prefeitos por fraudar recuperação fiscal nos municípios do referido estado (Governo Rafael Diniz contrata empresa de consultoria criada 30 dias antes da licitação por R$14 milhões; sócio foi preso com vários prefeitos do ES), o secretário de “Controle” do governo Rafael Diniz, Felipe Quintanilha, usou os veículos de comunicação financiados pela Prefeitura de Campos para justificar a contratação. Pior do que não reconhecer que há algo errado na licitação, o secretário ainda tenta fazer a população de idiota.

Vamos a alguns trechos da tentativa de enganar a população novamente.

Segundo o secretário, a empresa não vai receber os R$ 14 milhões de imediato. Porém, a empresa vai receber um percentual do que gerar de crédito ao município “A perspectiva é de que essa medida possa gerar créditos na casa de R$ 1,6 bilhão, referentes à levantamento e revisão dos dados das Declarações Anuais para Apuração do Índice de Participação dos Municípios (Declan-IPM)”.

Ora, se a perspectiva é arrecadar R$ 1,6 bilhão e a empresa vai receber um percentual sobre esse valor, é claro que vai receber o vultoso valor.

Agora, vamos à tentativa de justificativa sobre a criação da empresa 20 dias antes do aviso de licitação. “A Janus Consultoria é a junção de suas empresas que atuam no mercado. Uma tem mais de 10 anos e outra, 15 anos. São empresas com enorme expertise no mercado.”

Então, a criação de uma empresa lá do Espírito Santo (ou junção) 20 dias antes do aviso de licitação e ganhar o certame cerca de 10 dias depois da publicação do edital é coisa normal?

Mas o secretário de “Controle”, tentando justificar o injustificável, afirma que as empresas que se juntaram para ganhar o certame em Campos tem expertise no mercado. Então, vamos a “expertise” de uma das empresas, a CMS-Consultoria e Serviços LTDA, cujo sócio Claudio Mucio Salazar Pinto Filho foi preso com vários prefeitos do Espírito Santo, na operação denominada “Derrama”, que chegamos a publicar na outra postagem.

Confira os links: Justiça manda prender ex-prefeitos, advogados e empresários, Operação Derrama: confira lista das 26 pessoas que tiveram a prisão decretada, Derrama: Escutas revelam ligação de advogados com empresário suspeito de fraude.

Diante de tantas suspeitas, com empresários evolvidos em tantas maracutaias no Espírito Santo, espero que o Ministério Público daqui cumpra o seu papel fiscalizador. De qualquer forma, o material será entregue ao MP do Espírito Santo.

O blog do Garotinho também publicou detalhes sobre a transação: Cunhado de Ricardo Teixeira, secretário de Rafael Diniz, arma esquema para embolsar R$ 14 milhões

Ralfe Reis

Ralfe Reis

Começou a acompanhar os bastidores do poder na adolescência. Atuando na blogosfera desde 2010, cobriu os principais fatos políticos da Planície Goitacá. Gosta de música, massas e praia.

5 thoughts on “Secretário de Rafael Diniz tenta justificar contratação de empresa que teve sócios presos por fraudar recuperação fiscal no ES

  1. Este jeito Rafael de governar é tão transparente que consegue tentar na maior cara de pau mentir e continuar tentando enganar as pessoas.
    Faça- me o favor…. acha que somos imbecis. Num momento que ele diz falta de recursos e aí tira do povo sua pequena sobrevivência e justifica uma contratação de assessoria PR buscar arrecadação da forma imoral que foi a licitação, por um dinheirão e esquece que para isto a prefeitura tem um quadro técnico de concursados excelente podendo fazer o mesmo serviço por nada é querer enganar a bobo. Porque os funcionários não servem? São incapazes? Duvido…
    Seus compromissos foram muitos não é senhor prefeito.? Está cumprindo a risca . Atencao autoridades esta mesma situação também deu origem a lava jato.
    Com a palavra o MP. TCE. ETC
    ..

  2. Compramos mais um bilhete premiado. Um ano de arrecadação (1,6bi) por 14 milhões.
    Duvido que o contrato traga dessa forma. Vão receber sem incrementar a receita em nada.
    Só não entendo porque os outros 91 municípios ainda não fizeram o mesmo. Talvez porque estamos na vanguarda, 80% dos comissionados de primeiro escalão tem no minimo mestrado…
    Agora, quando diz que a empresa tem larga experiência, sendo uma sociedade de propósito específico (SPE), faltou explicar que propósito é esse. Não poderão dizer depois que não sabiam do histórico de seus sócios.

  3. Agora se explicar o porquê da instalação da JUCERJA em campos, ainda mais sendo julgadora quem é! Sendo q Rafael mentiu em um jornal da nossa cidade dizendo q a maioria dos cargos de direção sem ocupados por servidores, Lívia Cavalcanti não é.

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